terça-feira, 5 de março de 2013

PAGAMENTO DO LAUDÊMIO

Documentos Necessários
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Para pagamento do laudêmio,
o requerente deverá apresentar os seguintes documentos:
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>Requerimento de Laudêmio, fornecido pela Superintendência de Patrimônio Imobiliário, assinado pelo(s) vendedor(es) ou seu representante legal (procurador, inventariante);

>Cópia da certidão de ônus reais, expedida pelo competente Registro de Imóveis, COMPLETA (contendo as dimensões e as confrontações do imóvel) e ATUALIZADA (com menos de 90 dias de expedida);

>Cópia do IPTU do exercício atual (somente as folhas contendo os dados cadastrais do imóvel - 1ª e 2ª folha após a capa);

>Cópia da escritura (pública/particular) de Promessa de Compra e Venda (SE HOUVER);
ou Declaração de Compra e Venda (original), conforme o modelo descrito pela Superintendência de Patrimônio Imobiliário;

>Procuração (original) dada pelo(s) vendedor(es), conforme o modelo fornecido pela Superintendência de Patrimônio Imobiliário, com firma(s) reconhecida(s) através de serviço cartorial, ou outro documento que indique o representante legal do(s) vendedor(es), caso o(s) mesmo(s) não tenha(m) assinado o requerimento-padrão descrito no item 1;

SE FOR NECESSÁRIO...juntar também Substabelecimento de Procuração (original), conforme o modelo fornecido pela Superintendência de Patrimônio Imobiliário, com firma reconhecida através de serviço cartorial ,

>Folha de Dados do Imóvel assinada pelo(s) vendedor(es) ou por seu representante legal (procurador, inventariante).

>Cópia do comprovante do último pagamento de foro (Recibo/Guia de Pagamento ou Carta de Aforamento ou Escritura de Compra e Venda anterior).

Outras procurações/substabelecimentos serão aceitos desde que estejam de acordo com as exigências para AVISO DO FOREIRO (em CÓPIA, quando INSTRUMENTO PÚBLICO e somente no ORIGINAL, ou cópia autenticada, quando INSTRUMENTO PARTICULAR).

ATENÇÃO: Somente o vendedor ou seu representante legal poderão concordar com o valor do laudêmio, retirar guias, alvarás e/ou outros documentos, sendo por isso fundamental a juntada da procuração, conforme o modelo fornecido pela Gerência de Imóveis Foreiros.

PRAZO: de 5(cinco) a 7(sete) dias.
Fonte: Superintendência de Patrimônio Imobiliário

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

ENTREVISTA

Entrevistado - Sinval Roberto Dorigon
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1-Quais são as diferenças mais significativas entre um "Corretor de Imóveis" tradicional e um "Consultor Imobiliário"?

R. O Corretor de Imóveis tradicional tinha uma atuação mais restrita, limitando-se a intermediar as transações imobiliárias, sem se preocupar em orientar o cliente para a melhor transação. Esse corretor antigo não possuía conhecimento técnico para, por exemplo, fazer uma avaliação imobiliária ou verificar a documentação legal do imóvel. A mudança ocorreu, principalmente, com a implantação do curso de Técnico em Transações Imobiliárias, que passou a formar o Consultor. Este, depois de passar por todas as etapas do curso, está apto a realmente orientar o comprador em todos os aspectos envolvidos na compra ou na venda de um imóvel.



2-Quais são as principais demandas dos atuais interessados em adquirir imóveis residenciais, comerciais e industriais?

R. Os imóveis residenciais mais procurados são os populares, e também casas ou aptos. com 2 ou 3 dormitórios.Já as indústrias, em especial as não poluentes, estão em busca de áreas situadas nas margens das rodovias.No setor de imóveis comerciais, a maior demanda é por aqueles que sejam adequados para a instalação de empresas prestadoras de serviços.



3- Imóvel continua sendo considerado um bom investimento? Quais são as alternativas que competem com o mesmo? Que vantagens e desvantagens ele tem em comparação a estes?

R. O imóvel sempre foi um bom investimento, principalmente para a obtenção de renda, já que na locação ele pode atingir até 1% do seu valor comercial.Os grandes concorrentes dos imóveis, do ponto de vista dos investidores, são as aplicações financeiras para resgate a curto prazo.A principal vantagem do investimento em imóveis é a segurança, uma vez que o imóvel é um bem sólido, que não fica sujeito às mudanças dos planos econômicos lançados pelo governo federal.



4- Que conselhos você daria para quem está pretendendo se desenvolver enquanto profissional de consultoria imobiliária?

R. A primeira providência é credenciar-se junto ao CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóvel). Depois, o profissional deve associar-se a uma entidade de classe, para acompanhar a evolução e as tendências do mercado imobiliário. A reciclagem constante é fundamental, e pode ser obtida através da participação em seminários e feiras imobiliárias.



5- Entre os profissionais de vendas, estão se desenvolvendo havendo especializações?

R. Sim, a segmentação também está chegando ao mercado de corretagem imobiliária, onde logo haverá a especialização de corretores que vendem apartamentos para classe média, outros que lidam mais com imóveis populares, aqueles especializados em imóveis de alto padrão e os que negociam com indústria/comércio.


Sinval Roberto Dorigon
Advogado, empresário do mercado imobiliário.
Secretário de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo
Vice Presidente da Habicamp -Associação das Empresas Imobiliárias de Campinas
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

ERROS FATAIS


Os 9 erros mais caros dos Proprietários de Imóveis
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Erro fatal nº. 1:
Preço incorreto
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Todo vendedor quer ganhar tanto quanto for possível quando está vendendo sua casa, mas pedir um preço alto demais geralmente custa a ele mais que um preço baixo demais. Se o preço for alto demais, corretores podem não querer mostrar a casa e os interessados podem hesitar para fazer uma oferta, sentindo que ela é muito baixa para ser considerada. Uma superavaliação leva mais tempo para a casa ser vendida, o que acarreta mais custos. E quanto mais a propriedade fica à venda, os compradores vão perdendo o interesse. Finalmente, muitas das propriedades superavaliadas são vendidas abaixo do preço de mercado. Ao invés de pedir um preço muito alto planejando baixar depois, deixe o seu corretor ajudá-lo dizendo o preço certo, o preço que sua casa pode ser vendida no mercado de hoje.

Erro fatal nº. 2:
Falhar na apresentação do imóvel
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Proprietários que não fazem reparos necessários, não arrumam a casa por dentro e por fora, não retocam a pintura e o jardim, não a mantêm limpa e cuidada, afugentam compradores tão rápido quanto o corretor os trás. O potencial comprador tem que se imaginar, com sua família, já morando naquela casa, usufruindo-a sem problemas ou reformas. Um bom exemplo disso nos dá os vendedores de carros usados que só expõem os seus, consertados, limpos e polidos.


Erro fatal nº. 3:
Não receber ajuda de um profissional
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Pessoas que sempre procuram médicos para cuidar da saúde e advogados para cuidar de assuntos legais, às vezes tentam vender sem assessoria de um corretor de imóveis, seu bem mais importante: sua casa. Como não entendem tudo o que o corretor faz (vão ter que fazer sozinhas), acabam arrumando um monte de problemas para resolver.


Erro fatal nº. 4:
Não pré-selecionar compradores
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Se você regularmente abre sua porta da frente para qualquer um que passe pela sua rua, leva-os para um passeio dentro da sua casa e mostra-lhes todos os seus bens de valor, talvez você não ligue para a pré-qualificação rigorosa que seu corretor faz dos compradores que ele leva para ver sua casa. É duro perguntar a um estranho quanto ele pode gastar para comprar a casa, quanto ele ganha, se o crédito dele é bom, quanto ele pode pagar por mês, quanto ele vai apurar ao vender sua casa atual, e uma dúzia de perguntas como essas. A não ser que seu corretor já tenha perguntado tudo, você deve fazer todas as perguntas antes que o comprador cruze a porta. De outro modo, você terá que receber uma "procissão de compradores de domingo" que têm o sonho de um dia ter uma casa. A pré-seleção é uma coisa relativa, é claro, mas corretor tem muito mais experiência em fazer esse tipo de seleção.


Erro fatal nº. 5:
Não saber dos seus direitos e obrigações
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A legislação imobiliária é extensa e complexa e os contratos de compra e venda são documentos legais. Um contrato mal escrito pode fazer com que a venda não se concretize, ou atrase seus recebimentos, ou ainda custar a você muito dinheiro em reparos e correções de títulos errados. Assegure-se de quais atos precisam ser feitos e pagos por você: Saber qual documentação você deve ter em ordem para poder vender e como as restrições contratuais e de zoneamento locais podem afetar a transação. Se houver erros em sua documentação ou se sua propriedade conflitar com as restrições locais, você ou seu corretor devem corrigi-los antes da negociação, senão terá que pagar muito por essa falha.

Erro fatal nº. 6:
Envolver-se direta e emocionalmente nas negociações
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Negociações exigem habilidades, treinamento e experiência. Às vezes o proprietário é mais habilidoso que o comprador, mas geralmente o comprador tem a vantagem de ter um lista de casas que o interessam pelo preço justo, enquanto o vendedor só tem um a oferecer. O envolvimento direto do proprietário provoca emoções que prejudicam a habilidade de negociar e freqüentemente acabam em maus acordos, constrangimentos ou perda irremediável do negócio. Vendedores que tratam direto da negociação geralmente aceitam menores preços por medo de perder a melhor oferta que eles tiveram até então. Se o corretor não fizer o trabalho dele nas negociações você perde. E, se você fizer a negociação sozinho, prepare-se para lidar com o remorso de vendedor (ou remorso de comprador), porque ele sempre vem.


Erro fatal nº. 7:
Limitação da venda e a exposição da propriedade
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As duas únicas ferramentas de venda que o proprietário dispõe (placas de vende-se e anúncios classificados) surpreendentemente são artifícios apenas moderadamente efetivos. As placas são vistas por pessoas no caminho de casa, em sua vizinhança. Os anúncios classificados alcançam apenas as pessoas que estão lendo aquela página daquele jornal naquele dia. E se nem o vendedor nem o corretor atender ao telefone quando ele tocar, aquela mínima atividade promocional será ainda menor. O corretor certo, além de ter uma carteira de clientes em potencial e conhecer o melhor veículo promocional, empregará uma gama de atividades de vendas, dando ênfase àquela que achar mais apropriada para seu caso. Ele ou uma pessoa treinada da sua equipe estará sempre pronto a atender ao telefone. Aliás, a maioria das ligações é feita durante o horário comercial, justamente quando a maioria dos proprietários não está em casa. De outro lado, a maior parte das casas são mostradas entre 9h e 17h, de segunda a sexta-feira. O corretor tem mais facilidade de marcar a hora da visita que for mais conveniente para você, sem comprometer, inclusive, o seu fim de semana.

Erro fatal nº. 8:
Perder a oportunidade de fechar com um comprador em potencial
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Num ambiente competitivo como o mercado imobiliário, um vendedor (proprietário) deve conhecer absolutamente o território. Um corretor competente conhece o mercado atual, inclusive os preços diários e as tendências de mercado. Vendedores geralmente têm um bom conhecimento do valor e da aceitabilidade de suas casas no mercado, mas compradores interessados que viram dúzias de casas naquela semana sempre conhecem mais e assim podem negociar preços por eles mesmos. Quando um comprador está pronto para comprar e pronto para pagar um preço justo, é bom você ter um corretor competente sentado ao seu lado.


Erro fatal nº. 9:
Escolher um "corretor" que não é corretor
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O mundo está cheio de corretores que são errados para você. Desde donas de casa que vendem uma casa ocasionalmente, cabeleireiros, até vendedores de seguros que acreditam poder ter dois empregos. E seu primo Zé que precisa muito dessa comissão ou seu cunhado que está sem emprego.Você pode ter o melhor corretor da sua cidade se você se dispuser a dedicar um pouco do seu tempo para procurar. É de crucial importância que você escolha um corretor que saiba bem o ofício. Você não pode abrir mão de uma variedade de atributos do seu corretor que vão desde uma forte capacidade de negociação para ser usada na hora certa, até competência em todas as fases da venda da sua propriedade. Certifique-se que ele tenha uma equipe treinada que possa aliviá-lo dos detalhes, deixando-o livre para promover ativamente a venda da sua casa.Você pode conseguir saber muita coisa do seu futuro corretor fazendo-lhe toda e qualquer pergunta que vier à sua mente, mas você descobrirá muito mais se pedir para ele lhe mostrar seu arquivo de sucessos. Pergunte a ele qual sua posição entre os outros corretores da região, em números de venda. Pergunte a ele quantas casas ele vendeu este ano. Peça a ele uma lista de pelo menos cinco clientes que tenham vendido suas casas com ele (não aceite uma lista de grandes amigos dele) e ligue para cada um deles. A venda da sua casa pode bem ser a mais importante transação financeira que você fará na vida. A pessoa ou empresa que você escolher pode fazer disso uma experiência satisfatória e rentável, ou uma terrível experiência. É a sua casa, é o seu dinheiro. A escolha do seu corretor de imóveis só depende de você. Faça-a com cuidado.

Texto: Dr. Flávio Jancowski, da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), corretor de Imóveis em São José dos Campos – SP
Fonte: http://www.saladocorretor.com/

sábado, 8 de agosto de 2009

HERDEIROS DE PETRÓPOLIS



Herdeiros de Petrópolis ainda recebem laudêmio



Fachada do Palácio Imperial,
a residência preferida de D. Pedro II, mandado construir em 1845
pelo Imperador e dado por concluído em 1864

Apesar da família imperial brasileira não mandar no país há quase 120 anos, em Petrópolis, cidade a 60 quilômetros do Rio de Janeiro, os descendentes de D. João VI recebem o laudêmio: uma taxa sobre a venda de todos os imóveis da região central da cidade histórica.

O laudêmio não é exclusividade da família real brasileira. Ele foi criado pela Coroa portuguesa ainda no período colonial. Eram as terras aforadas, que sobrevivem até os dias de hoje. "Só a União tem 542 mil imóveis que podem receber laudêmio", afirma Paulo Campos, diretor de recursos estratégicos da Secretaria do Patrimônio da União.

Em Petrópolis há cinco terras aforadas, e a principal está nas mãos da família real. "Ali, os valor dos imóveis varia de R$ 300 mil a R$ 2 milhões", afirma Patrícia Judice de Araújo e Esteves, diretora de uma das principais imobiliárias da cidade. O que hoje é o centro de Petrópolis foi a fazenda Córrego Seco, adquirida ainda no século XIX pelo imperador D. Pedro II.

Mas o laudêmio é motivo de ressentimentos na família real. "Houve divisão nos anos 40, e o ramo da família de Petrópolis ficou com o laudêmio", afirma D. Luiz de Orleans e Bragança, o Chefe da Casa Imperial Brasileira. O ramo dinástico - que herda a Coroa se for restaurada a monarquia - não ficou com nada. Esse ramo é o de Vassouras, o mesmo a que pertence D. Luiz. No ramo de Petrópolis, ninguém se manifesta.

Especialistas imobiliários estimam que cada membro da família imperial do ramo de Petrópolis recebe entre R$ 3.000 e R$ 5.000 mensais só com o laudêmio. Mas o Companhia Imobiliária de Petrópolis (CIP) não confirma esses cálculos. "Os rendimentos servem para preservação da Mata Atlântica da cidade e para a manutenção dos palácios, que são prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional", afirma Paulo Tostes, responsável pela CIP. "O pouco que resta é distribuído aos familiares".

Fonte: Jornal "O Povo"